segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vivendo e Aprendendo



Nunca é tarde para rever conceitos. Às vezes é normal pensar que na estrada para o sucesso se deve pegar todas as oportunidades, como um tubarão em sua sina de devorar tudo o que vê pela frente. Mas na verdade a questão é qualidade e não quantidade das oportunidades abraçadas. Até porque uma coisa pode atrapalhar outra, e nem sempre é possível conciliar dois afazeres.

Não se pode abraçar o mundo inteiro de uma vez. Steve Jobs (amado por uns e odiado por outros, mas sempre genial) dizia que "Foco é dizer NÃO!". saber separar o joio do trigo, o que é produtivo do que é contraproducente, o que é motor e o que é âncora.

 
Uma das ironias no caminho para o êxito é que, ao contrário do que se poderia a princípio pensar, quanto mais as opções, maior a dificuldade. Porque o foco, se não estiver constantemente na rédea, pode se dispersar, perder a força motriz na promiscuidade de objetivos. E a velocidade é reduzida de maneira diretamente proporcional a essa dispersão.

Mais vale uma coisa bem feita que mil mais ou menos. Um plano executado vale mais do que mil planos pensados. É preciso avaliar a relação custo-benefício de cada projeto e saber em que apostar. Mesmo que jamais haja verdadeira garantia de sucesso, uma coisa que normalmente leva ao fracasso é uma quantia de tarefas maior do que a capacidade de executá-las.

A maleta com senha segue mais rápido se mais leve.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Bizarrices da Carência



Num mundo onde as pessoas estão cada vez menos interativas ou enfiadas em relações superficiais que não lhes dão retorno emocional, é propício o surgimento de estranhos "profissionais" e estranhíssimos objetos de consumo.

Em San Antonio (EUA), tem até uma "abraçadora profissional". Janet Trevino, 37, ganha cerca de R$ 250 por hora para abraçar homens carentes. Trata-se de um negócio que, segundo ela, não envolve maiores intimidades, a coisa toda fica só no abraço mesmo, o que mostra a baixíssima qualidade emocional - e mesmo física - da vida das pessoas.

Outra notícia que está na internet trata do mercado de bonecas hiper-realistas robotizadas para fins sexuais, que  está em franca expansão, principalmente no Oriente. Especialistas em robótica acreditam que até 2050 relacionamentos de humanos com robôs serão tão normais quanto as relações entre humanos. A empresa fabricante é a RealDoll, empresa baseada nos EUA. A partir de abril, os clientes poderão optar entre seis tipos de "personalidades" para as suas bonecas: "sexy, bondosa, tímida, amiga, ingênua e intelectual".

Isso mesmo: "personalidades"! Como se fosse um ser humano, ou, pelo menos, um ser vivo! Diz uma letra de música que "assim caminha a humanidade, a passos de formiga e sem vontade". Mas, no que se refere a bizarrices, a caminhada está sendo feita com 'entusiasmo' e a passos de gigante.

Não pergunte onde este mundo vai parar. Não se terá que esperar muito para saber... 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Otimismo, um exercício diário



Poderia sem problema ser o otimismo chamado de 'músculo', e a analogia procede porque, assim como este, aquele tem que ser exercitado. Como qualquer outra forma de arte, a do Otimismo requer prática e constância. Há uns poucos que parecem otimistas por natureza, e para esses a coisa flui natural e automaticamente. Mas, como se disse, são poucos. Aos demais, resta a academia.

Não se trata, todavia, de se submeter à Síndrome de Pollyanna. Iludir-se sob a capa de um suposto otimismo de nada adianta e leva a lugar nenhum. É preciso esperar, torcer e agir - por favor, não se esqueça de agir, pois as duas outras coisas não funcionam sem a ação! - pelo melhor, mas estar sempre consciente (e preparado) para as coisas não darem tão certo assim. Mas isso não não seria um otimismo com uma dose de pessimismo? Não, não é, e é fácil entender o porquê.

A Vida flui em paralelo com leis de probabilidades, chances. Tudo tem dois caminhos possíveis, o 'sim' e o 'não'. Há coisas que dependem de nós, e por essas somos responsáveis, mas há aquelas que independem de nossa vontade ou mesmo de nosso esforço, e essas exigem a nossa aceitação.

Então o Otimismo é uma coisa inútil? Não, não é. Tanto que até a Ciência já se dobrou ao fato de que um espírito otimista auxilia no bem-estar da pessoa. Estar numa disposição "pra cima" reflete no físico, na fisiologia. Então, até mesmo por uma questão de boa escolha e inteligência, ser otimista é melhor do que ser pessimista (mesmo que escondido e disfarçado sob a capa do 'realismo').

Angústia de menos, menos ansiedade, maior capacidade de foco no presente, sem preocupação (pré-ocupar-se com o que ainda não merece atenção, isso é contraproducente). 

Seja otimista. Mesmo se algumas coisas não derem certo (pois nem tudo dá, e isso vale para todos), no fim você estará mais saudável física, emocional e espiritualmente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Amor segundo Platão, Aristóteles e Jesus




Quando se fala em "amor", são tantas as acepções e tantas as confusões acerca da palavra que foi necessário um debruçar de várias mentes privilegiadas (filósofos, teólogos, literatos e até mesmo estudiosos da química e da física humanas para classificar esse que é o sentimento mais cantado em prosa e verso desde sempre.

Há 11 tipos de amor. Pelo menos (a classificação varia). Amor por coisas, por ideias, por pessoas, por si mesmo... diferentes graus e intensidades diversas. Mas é interessante ver o que três grandes personalidades de todos os tempos disseram sobre o amor.

Platão falava de um amor por aquilo que não se tem. Uma paixão pelo que ainda não se conseguiu e que talvez jamais se consiga. Daí a expressão "amor platônico", que normalmente é desconhecido da pessoa que é o seu alvo. O amante platônico (entendida aqui a palavra 'platônico' não no seu usual sentido carnal) platônico tende a deixar de amar assim que consegue, e passa a nutrir esse sentimento por outra coisa que ainda não tenha, sendo, portanto, um eterno insatisfeito. E ama egoisticamente a si mesmo.

Depois, Aristóteles definiu outra maneira de amar, que é o sentir tal coisa por aquilo que já se tem. "Não tenho tudo o que quero, mas amo tudo o que tenho", essa pode ser a máxima definidora do amante aristotélico. Ele não cessa de desejar mais coisas, empreende, mas sem tanta urgência e totalmente desprovido de desespero. Esse também ama bastante a si mesmo, mas com tranquilidade.

O terceiro luminar que definiu o amor foi Jesus Cristo. O amor cristão é baseado no 'outro', no 'próximo', que é todo mundo ao redor, e não apenas aqueles 'fáceis de amar'. Deve-se amar sem distinção, inclusive aos inimigos. Trata-se do tipo mais difícil de amor, e quem segue esse preceito ama o próximo como a si mesmo, e ama a si mesmo no próximo.

Quem está certo? Um deles? Dois deles? Os três? Ou nenhum? Cada leitor, uma cabeça e uma sentença.